quinta-feira - 9 de abril de 2026

Endividamento das famílias bate recorde no Brasil

O endividamento das famílias brasileiras vem crescendo nos últimos anos e atingiu, em março, o maior nível da série histórica, iniciada em 2015. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada nesta terça-feira (07), 80,4% das famílias estão endividadas.

O índice é 3,3 pontos percentuais acima do registrado em março do ano passado, quando a taxa era de 77,1%. Já na comparação com o mês anterior, houve leve alta de 0,2 ponto percentual, passando de 80,2% para 80,4%.

Siga a leitura e entenda melhor os dados sobre inadimplência e o que eles podem indicar para o mercado de cessão de créditos.

Inadimplência

Os dados de inadimplência ajudam a dimensionar o impacto desse cenário. De acordo com a Serasa, cerca de 81,7 milhões de brasileiros estão com contas em atraso, somando dívidas que chegam a R$ 332 bilhões. Nos últimos 10 anos, o número de famílias inadimplentes cresceu 38,1%, com uma média de R$ 6.598,13 em débitos por consumidor.

Apesar desse volume expressivo, a inadimplência, segundo a Peic, apresentou estabilidade na comparação mensal. Em março, o percentual de famílias com contas em atraso permaneceu em 29,6%, mesmo patamar de fevereiro. Já a parcela das que não têm condições de quitar suas dívidas recuou levemente, passando de 12,6% para 12,3%.

Vale destacar que a Peic considera tanto famílias adimplentes quanto inadimplentes, incluindo dívidas no cartão de crédito, cheque especial, carnês de lojas, crédito consignado, empréstimos pessoais, cheques pré-datados e financiamentos de veículos e imóveis.

Perfil do endividamento

Outros indicadores reforçam o avanço do endividamento no país. Levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)  e do SPC Brasil apontou que, em fevereiro, 44,11% da população adulta estava negativada.

Entre os inadimplentes, a maior concentração está na faixa etária de 30 a 39 anos. Na sequência, aparecem consumidores de 20 a 29 anos e de 40 a 59 anos. Os bancos lideram como principais credores, concentrando 66,22% das dívidas.

Outro dado relevante é o Indicador de Recuperação de Crédito de Pessoas Físicas do SPC Brasil, que mostra queda de 7,12% no número de consumidores que conseguiram limpar o nome no acumulado de 12 meses até fevereiro. O valor médio pago para quitação das dívidas foi de R$ 2.030,66.

Juros altos e cessão de créditos

Os níveis recordes de endividamento e o alto número de consumidores com contas em atraso evidenciam um cenário desafiador para a economia brasileira.

Embora o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central tenha interrompido o ciclo de alta dos juros, reduzindo a taxa Selic de 15% para 14,75% ao ano em março, os efeitos dessa queda tendem a aparecer apenas nos próximos meses.

Enquanto isso, a taxa ainda elevada encarece o crédito e contribui para a manutenção do endividamento, já que muitas famílias seguem recorrendo a empréstimos para custear despesas básicas.

Nesse contexto, diante da incerteza sobre o recebimento de valores, o mercado de cessão de créditos se apresenta como uma alternativa viável para empresas que buscam recuperar capital, manter o fluxo de caixa e garantir a continuidade das operações de forma sustentável.

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